Abuso infantilData de publicação: 03/04/2016

Abuso infantil

Querido líder, essa realidade é bem mais frequente do que imaginamos e é um tema mobiliza nossas emoções e julgamentos.

O abuso físico ou emocional é negado porque não admitimos “o monstro em nós ou em nossos semelhantes”, o nosso ocasional desamor, raiva ou ódio contra este ser tão pequeno, indefeso e querido.

Negamos que isto esteja acontecendo frente aos nossos olhos e somos participantes sociais e responsáveis diretos pelo abandono, mutilação e morte dos menores nas ruas.

O crime acontece em massa, mas nossa reação se limita na maioria das vezes em: Por que alguém não faz algo?

DEFINIÇÃO: Evento onde a criança é usada como objeto de gratificação para desejos ou necessidades sexuais do adulto. Incidência no sexo feminino é de 10 a 20 vezes mais do que o sexo masculino. Alguns estudos mostram que 84% das vítimas tinham 16 anos ou menos, 58% tinham menos de 13 anos e que abuso sexual é 4 vezes maior que o abuso físico. Nos EUA, estima-se que ocorram de 150 a 200 mil novos casos por ano. É preciso estar em constante alerta e preparados psicologicamente para essa possível catástrofe. A avaliação só pode ser feita quando não se nega a possibilidade!

OBSERVAR OS SINAIS, SINTOMAS OU OUTRA MANIFESTAÇÃO, TAIS COMO:

  • Interesse precoce em brincadeiras sexuais;
  • Aversão a qualquer tipo de atividade ou conotação sexual;
  • Criança com medo de ficar sozinha e que se gruda de mais em outras pessoas;
  • Regressão emocional – exemplo chupar dedo, agarrar-se a fraldas, recusar-se a sair de casa, fuga para o mundo da fantasia;
  • Criação de amigo imaginário;
  • Depressão;
  • Terror;
  • Pavor noturno;
  • Sonambulismo;
  • Medo de dormir;
  • Dificuldades de confiar em outras pessoas.

COMO PREVENIR A CRIANÇA? A melhor maneira é conversar livremente sobre sexualidade, cuidados com o corpo e o direito que todos temos à privacidade. Ela deve saber que:

  • Seu corpo lhe pertence e que pode dizer não quando não quiser ser tocada.
  • Brincadeiras entre crianças são normais, mas que se não for por um cuidado de higiene ou de saúde, nenhum adulto pode tocar o corpo dela.
  • A grande maioria dos adultos jamais fará isso, mas é possível que algum tente fazer.

É importante esclarecer à criança de que se por acaso for molestada, ela nunca será culpada. Conhecimento gera aproximação. Aproximação gera amizade. Amizade gera lealdade. Lealdade gera equipe. Equipe gera unidade. Unidade gera bom senso. Bom senso gera decisão. Decisão gera apoio dos amigos.

A amizade e confiança com o seu Aventureiro é fundamental para o caso de precisar enfrentar uma situação de abuso. Do contrário não poderá ajudá-lo!

Nalva Martins

Nalva Martins

Líder de Aventureiros

Natal/RN

Missão Nordeste UNeB