Bullying dentro do clube de AventureirosData de publicação: 11/05/2018

Bullying dentro do clube de Aventureiros

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneiras repetitivas, quando uma pessoa ou um grupo, escolhe uma pessoa de dentro de um grupo (escola, vizinhança ou frequentadores de alguma atividade extracurricular, ou mesmo nas reuniões do clube), para ridicularizá-la perante os colegas.

Formas de bullying:

Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

Quem são as vítimas do bullying? Em geral, são crianças em idade escolar, entre os 06 aos 11 anos, e também adolescentes, dos 12 até os 16 anos.

Mas o bullying também pode ocorrer entre pessoas adultas, que entram para a universidade, entre os 17 até os 30 anos.

Nestes casos, pode ocorrer de uma pessoa ao ingressar em um curso universitário, ser submetida a "trotes" violentos, e ridicularizações públicas, que infelizmente, às vezes acaba por causar sérios transtornos às vítimas, tanto físicos, mas principalmente psicológicos.

Como os agressores escolhem suas vítimas? Não é comprovada que exista uma característica essencial.

Quase sempre os agressores são as pessoas mais populares e engraçadas da escola, clube ou grupo de amigos.

Já as vítimas, são escolhidas aleatoriamente. Ou seja: ninguém está livre de ser ridicularizado. A vítima geralmente é uma pessoa simples e frágil, que aos olhos dos agressores, não lhes oferece perigo, e por isso é escolhida.

Então, podem escolher:

Um baixinho (porque é baixinho), alguém muito alto (por ser muito alto), um negro (por ser negro), um aluno com baixas notas e dificuldades de aprendizado (por ter dificuldades), um inteligente (podem atormentá-lo por ter esta característica), alguém que usa óculos (por usar óculos). Enfim: ninguém está livre. O agressor, ou os agressores escolhem a esmo. Simplesmente os "algozes" têm o prazer de insultar, ofender e ver suas vítimas cada vez mais deprimidas, cada vez mais rebaixadas.

Existem casos, onde algumas pessoas se sentem tão mal ao passar por esta situação, que precisam abandonar a escola, o clube ou curso o qual frequenta.

É necessário avisar a família, escola ou lugar que frequenta, sobre o acontecido. Não tenha medo, quebre o silêncio. Na Igreja Adventista do sétimo dia tem uma campanha para ajudar a essas pessoas vítimas do bullying, saiba mais em uma igreja perto da sua casa.

É importante capacitar desde o diretor do clube, associados, e conselheiros, instrutores e equipes da rede familiar para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema. Efetivar dentro do clube e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação sobre o assunto. Instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis, diante da identificação de vítimas e agressores.

Pós acontecido dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores se houver uma situação no seu clube.

Os espectadores também reforçam o bullying, de maneira geral, quem pratica bullying o faz por querer ser mais popular, sentir-se poderoso e, com isso, obter uma boa imagem de si mesmo. É errado supor que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Estudiosos no assunto alertam que o espectador passivo, testemunha dos fatos agressivos que não sai em defesa da vítima nem se junta ao agressor, também participa do bullying. Da mesma forma, reforçam a ação de desrespeito os que atuam como plateia ativa ou torcida.

Líderes, fiquem atentos, tudo começa com apelidos e desprezo!

Na Bíblia existem histórias, de pessoas que foram vítimas de bullying, ou rebaixadas pela sociedade, que foram escolhidas por Deus, para serem suas mensageiras.

A história da mulher samaritana por exemplo: Esta mulher era rejeitada pela sociedade. Rejeitada por ser mulher, rejeitada por ser samaritana (povo que era desprezado pelos judeus), e rejeitada por já ter tido cinco maridos e viver amasiada com um homem. No entanto, Deus não a rejeitou. Jesus viu esta mulher próxima ao poço, e lhe dirigiu a palavra. Através desta conversa, esta mulher deixou sua vida de rejeição, e passou a ser mensageira do Senhor.

Davi, também foi um jovem rejeitado. Ele era o menor de todos seus irmãos. Ele era franzino e simples pastor de ovelhas. No entanto, Davi foi o escolhido para ser rei. Isto porque Deus não olha para nosso aspecto físico.

E se eu sou um agressor? Deus me aceita também? Se você líder, algum dia ridicularizou alguém publicamente, você pode sim se redimir. Você também tem seus defeitos! E Deus está também ao seu lado. Neste momento, você tem a oportunidade de pedir perdão por seus erros. Você tem também a oportunidade de ir até a pessoa que você ofendeu, insultou e humildemente pedir perdão. Você sentirá um alívio no coração ao fazer isso. E certamente, a pessoa que você magoou, reconhecerá, se o seu arrependimento é sincero.

Nalva Martins

Nalva Martins

Líder de Aventureiros

Natal/RN

Missão Nordeste UNeB