Domingo tem escola?Data de publicação: 04/07/2020

Domingo tem escola?

Nas inúmeras visitas que já fiz aos clubes, uma cena bem comum e que chamava-me a atenção, era ver a realização dos trabalhos feitos pelos  conselheiros nas atividades de classes como se fossem professores de escola regular, e os aventureiros, como se fossem alunos. Todos os aventureiros sentados, preenchendo o caderno de atividades e, muitas vezes, os conselheiros até ditando o que devia ser escrito. Em outras palavras, as crianças estavam em sala de aula em pleno domingo de manhã.

Esta é uma atitude que faz com que o aventureiro perca a vontade de estar presente nas reuniões do clube. Na escola, ele já fica 5 dias por semana e, quando chega no domingo, a criança espera que as atividades sejam diferentes, pelo menos, é essa a ideia que vendemos quando falamos do clube de aventureiros para as pessoas que ainda não o conhecem.

Deixar o caderno de atividades ou o cartão um pouco de lado, brincar com as crianças, fazendo com que elas aprendam brincando, é uma das formas de fazer com o que o clube seja atrativo para elas. Nas brincadeiras dirigidas, os aventureiros aprendem lições maravilhosas que podem levar para a vida inteira, e quando a criança gosta do clube, ela conta para todos: ao pai, a mãe, tios, primos, avós, professores e amigos e, dessa forma, o clube cresce em número e qualidade.

O Clube de Aventureiros precisa ser dinâmico em suas atividades. Passeios, acampamentos, recreações, estudo da bíblia, trabalho na comunidade e etc, são algumas das atividades em que o clube pode fazer para diferenciar-se da escola tradicional, e é justamente nesse ponto, de atividades diferenciadas, que vê-se a maior possibilidade de envolver os pais no clube. Os pais precisam estar presentes.

Os filhos gostam de ver os pais envolvidos, e quando você tem diversas atividades, a direção do clube pode distribuir algumas tarefas aos pais para que eles possam ajudar. Cada um poderá usar as suas habilidades.

Em um clube cujo um pai que era socorrista do SAMU, convidou-o para fazer a especialidade de Primeiros Socorros. Depois, esse mesmo pai, foi convidado para participar de uma feira de especialidades na qual ele também ministrou uma parte da aula de Primeiros Socorros. No Aventuri, esse pai participou junto ao clube e ficou responsável pelos Primeiros Socorros dentro do salão de reuniões.

Amigo do clube, hoje este pai é um grande exemplo de como é possível envolvê-los nas atividades. Você  deve estar pensando: - Mas no meu clube os pais não ajudam em nada. Na maioria das vezes, quando você pedir, eles ajudam, claro que têm as exceções, porém, no geral, ajudam sim! Você tem que saber como convidá-lo e conquistá-lo, e a melhor forma é conhecendo ele. O clube exemplificado acima, tem uma ficha de inscrição dos pais. Cada pai, além de preencher a ficha do filho, preenche uma ficha dele também, contendo informações como: sua profissão, hobbies, opções para marcar com “X” no que ele estiver disposto a ajudar, e, assim, você conhece os pais e consegue programar algumas atividades direcionadas para que ele ajude, dentro de sua área de conhecimento.

Algumas palestras e dinâmicas entre os pais, ajudam eles a entender o quanto os filhos ficam orgulhosos em saber que seus pais estão ali presentes e ajudando no clube. Quando os pais entenderem isso, a maioria deles aceita o convite para estarem ali, ajudando de alguma forma.

O trabalho com o clube é uma constante luta. A cada dia surgem novos desafios, e precisamos reinventar-nos também como liderança.

 Conheça os pais dos seus aventureiros! Seja amigo dele, peça ajuda, delegue tarefas simples a eles, ensine, acompanhe e esteja disposto a ajudá-los se for preciso! Passos simples, mas que, com certeza, farão com que esses pais, em vez de deixarem o filho na reunião do clube e ir pra casa, fiquem ali e sejam instrumentos usados nas mãos do nosso Deus.

Nalva Martins

Nalva Martins

Líder de Aventureiros

Natal/RN

MNe/UNeB