Uma pedra sem valor muito preciosaData de publicação: 09/06/2021

Uma pedra sem valor muito preciosa

Um tesouro muito valioso pode ser muito cobiçado pela expectativa de riqueza que seu possuidor passará a ter. Imagine quantas coisas podem ser compradas, quantos lugares visitados, quantos bens possuídos e quantas oportunidades inimagináveis podem ser alcançadas por aqueles que possuem bens materiais extremamente valiosos. Se falarmos de pedras preciosas, então, acrescentamos a beleza inigualável de minerais raros e muito, mas muito bonitos. Em toda a história, pessoas mais honradas, nobres, distintas socialmente e extremamente ricas foram reconhecidas por usar objetos com pedras preciosas.

Um dos mais famosos diamantes, o Hope Diamond, exposto, atualmente, no Museu de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington, DC, Estados Unidos, é grande em comparação com outros diamantes, e azulado, por conter traços de outro elemento, o boro. Diz a lenda que ele foi roubado do templo de uma divindade hindu, na Índia, mas seu primeiro registro histórico foi da compra, ainda na Índia, por um mercador francês em 1660. Após ser vendido e lapidado para a coroa francesa, era usado pelo rei Luís XIV, em ocasiões solenes. Nos séculos seguintes, foi roubado, vendido e comprado várias vezes. Foi cortado e lapidado, associado a outras pedras preciosas e ouro. Foi usado como ornamento em coroas, broche em roupas e até na coleira de cães. Fez parte de coleções particulares, exposições públicas e disputas judiciais. Por fim, a valiosa gema foi doada ao Instituto Smithsonian em 1958, onde permanece causando admiração aos visitantes do museu. Seu nome atual, Hope, se deve a um de seus possuidores, Henry Philip Hope. Significa “esperança”, em inglês. É interessante notar como essa joia permanece firme ao longo de séculos. Vão-se os donos, fica-se a pedra.

                       Hope Diamond

Na Bíblia, vemos pedras preciosas em muitos lugares. Eram uma das obras criadas por Deus e embelezavam até mesmo seus anjos. Lúcifer, por exemplo, se cobria delas. Foi símbolo de realeza, mas também de orgulho doentio. Era usado como moeda corrente, e também ilustrou muitos provérbios de Salomão e até parábolas de Jesus. Podemos aprender muito com elas.

Aprendemos que devemos dar mais valor à sabedoria que vem de Deus do que às jóias e rubis (Pv. 3:13 e 15), e que falar nos momentos adequados e com prudência é comparável ao ouro e à prata (Pv. 25:11). Jesus contou a parábola de um homem que vendeu tudo o que tinha e se esforçou ao máximo para comprar um terreno, apenas para obter o tesouro ali enterrado. Virtudes importantes como justiça, compaixão, alegria, entre tantas outras, ornamentam o cristão mais do que qualquer joia poderia fazê-lo.

Mas a Bíblia também apresenta uma parábola ainda mais marcante, embora por outro ponto de vista. Foi uma pedra sem valor, comum, como qualquer das milhões que vemos numa simples caminhada ou trilha com o clube. Talvez até tenha ficado coberta de musgos e líquens, e foi abandonada por não servir para nenhum propósito. Não tinha boa aparência, nem altura ou força. Porém, ao precisar de uma rocha firme que servisse de pedra fundamental numa importante construção, nenhuma pedra servia como aquela que havia sido rejeitada.

Chamada em algumas versões de “pedra de esquina” e em outras de “pedra angular”, representa mais do que uma gema preciosa e ainda mais que uma virtude. É uma pessoa, é um Deus, Cristo Jesus, aquele que foi e ainda é rejeitado por tantos, mas possui a maior de todas as qualidades: é a única preciosidade capaz de dar a VIDA ETERNA.

Você se lembra de quando Jesus disse que o sábio construirá sua casa sobre a ROCHA. Agora você sabe do que Ele estava falando. Construa sua vida, seus sonhos, seus objetivos, suas realizações, suas riquezas e suas esperanças sempre sobre a única rocha que realmente importa: JESUS.

Maranata!

Vinícius Kümpel

Vinícius Kümpel

Líder Máster Avançado de Desbravadores

Joinville/SC